26 de junho de 2016

SUSPEITA DE REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS ANTINEOPLÁSICOS EM PEDIATRIA: UM ESTUDO DOS ÓRGÃOS/ SISTEMAS MAIS AFETADOS

Maria Raquel Pinto Moreira, raquel.farma@hotmail.com.br; Breno Magalhães Gomes, brenomgomes@gmail.com; Bruno Jucá Rodrigues, bruno_juca@hotmail.com.

Hospital Infantil Albert Sabin - Fortaleza - CE

Resumo: Os medicamentos antineoplásicos são amplamente utilizados no tratamento contra o câncer, porém os estudos dessas substâncias em pediatria ainda são escassos fazendo com que na maioria das vezes o seu uso seja diferente da forma preconizada, expondo a população infantil a reações adversas que podem levá-los a internação hospitalar ou até mesmo ao óbito. Quantificar e identificar os medicamentos que mais causaram reações adversas e classificar os órgãos/sistemas mais afetados de acordo com o código ATC, decorrentes das reações adversas a medicamentos antineoplásicos utilizados na prática clínica de um ambulatório de onco-hematologia pediátrica. Trata-se de um estudo analítico, transversal, observacional e retrospectivo com abordagem quantitativa. Realizado no período de janeiro de 2014 a dezembro de 2015, em um Hospital de referência em pediatria no estado do Ceará. Os dados foram obtidos a partir de uma pesquisa nos Formulários de Notificação de Reações Adversas e Queixa Técnica a Medicamentos, preconizado pela ANVISA. Foram notificadas espontaneamente 24 suspeitas de reações adversas, sendo o
etoposídeo o principal medicamento citado 54, 16% (13/24), seguido por LAsparaginase 20,83% (5/24). Os segmentos orgânicos mais comprometidos foram musculocutâneo 22/53 (42%) e respiratório 18/53 (33,96%). A identificação e a classificação das RAM a antineoplásicos a partir do código ATC é de extrema significância para o estudo de utilização de medicamentos. O estudo identificou uma baixa adesão à farmacovigilância, considerando como sendo uma preocupação no que diz respeito à capacitação multiprofissional para a identificação e manejo das RAM.

Poster in: ANAIS DO VIII CONGRESSO DA SOBRAFO - MAIO DE 2016 - FLORIANOPOLIS - SC

30 de maio de 2016

RECONCILIAÇÃO MEDICAMENTOSA REALIZADA EM PACIENTES TRATADOS COM QUIMIOTERAPIA VENOSA EM AMBULATÓRIO DE ONCOLOGIA DE UM HOSPITAL FILANTRÓPICO DE SALVADOR-BA, COMO ESTRATÉGIA PARA SEGURANÇA E EFETIVIDADE NO TRATAMENTO

Calinca Eliotério Oliveira - calincaoliveira@yahoo.com.br - Salvador/BA - Hospital Português da Bahia; Islania Almeida Brandão - laniaab@gmail.com - Salvador/BA - Hospital Português da Bahia
Jamile da Rocha Oliveira - jamilerocha88@yahoo.com.br - Salvador/BA - Hospital Português da Bahia

Introdução: A reconciliação medicamentosa consiste em identificar e corrigir falhas, inconsistências e problemas no sistema de medicação, prevenindo erros e eventos adversos, mas também colaborando para a adesão do paciente. No âmbito do paciente oncológico ambulatorial, isso ganha
importância diante do quadro clínico do mesmo, que em geral apresenta outras comorbidades e maior risco de ocorrência de reações adversas.

Objetivo: Objetiva-se avaliar a adesão dos medicamentos de uso domiciliar pelos pacientes ambulatoriais em terapia antineoplásica venosa, como estratégia para garantir continuidade de seu uso no hospital, aumentando a segurança e reduzindo erros de medicação.

Metodologia: Estudo de coorte retrospectivo, conduzido no Centro de Oncologia de um Hospital Filantrópico, em Salvador-BA, entre junho de 2015 e janeiro de 2016. O processo foi dividido em Verificação, Confirmação, Reconciliação e Orientação. As listas completas e atualizadas com
os medicamentos domiciliares em uso foram coletadas através de entrevistas com os pacientes e acompanhantes, evoluções clínicas e receitas médicas e armazenadas em banco de dados próprio. O farmacêutico, a cada sessão de quimioterapia, confirmou e avaliou os medicamentos dessa lista, levando em consideração sua frequência e horário adequados do uso durante a permanência no ambulatório. A identificação de não adesão à terapia foi sinalizada em evolução e compartilhada com a equipe multidisciplinar. Intervenções farmacêuticas foram realizadas, quando necessárias, e fornecidas orientações aos pacientes garantindo o manejo adequado do problema.

Resultados: Foram atendidos 565 pacientes, dos quais 548 (97%) foram reconciliados. Do total de pacientes reconciliados, 497 (91%) pacientes tinham aderido à terapia medicamentosa de uso domiciliar e 51 (9%) pacientes tiveram problema relacionado a não adesão, sendo 100% desses pacientes orientados quanto ao problema identificado.

Conclusão: A estratégia proposta identificou problemas de adesão em 51 pacientes com tratamento medicamentoso domiciliar, reforçando a importância da implantação dessa rotina na instituição e aproximando o farmacêutico da equipe.

Poster in: Anais do VIII Congresso SOBRAFO - 20 a 22 de maio de 2016 - Florianópolis - SC

31 de março de 2016

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS POTENCIAIS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO DE UM HOSPITAL PÚBLICO ESTADUAL

Ana Helena da Silva Gimenes, Márcia Maria Ferreira Baroni, Paula Juliani Nascimento Rodrigues
 
Hospital Regional de Mato Grosso do Sul & Universidade Anhanguera-UNIDERP

OBJETIVO: Identificar as interações medicamentosas potenciais em unidade de terapia intensiva adulto de um hospital público estadual.

MÉTODOS: Estudo analítico, retrospectivo, observacional e transversal realizado em unidade de terapia intensiva adulto. Os fármacos prescritos foram coletados das prescrições médicas para análise da ocorrência de interações medicamentosas potenciais e classificação, empregando-se o banco de dados Micromedex® DrugReax®.

RESULTADOS: Foram analisadas 289 prescrições médicas e destas 65,40% apresentaram alguma interação medicamentosa potencial. Estas foram classificadas conforme a gravidade em: contra-indicado 8 (0,97%), grave 412 (50,25%), moderado 347 (42,32%) e menor 53 (6,46%). Além da gravidade, foram caracterizadas conforme a documentação disponível. As interações medicamentosas potenciais foram caracterizadas quanto ao risco a elas envolvidos, sendo a cardiotoxicidade e os problemas relacionados ao sistema nervoso central 57,3 % dos 948 riscos identificados. Foram caracterizadas ainda as estratégias de manejo e monitorização para cada interação medicamentosa potencial identificada, sendo o ajuste de dose de um ou ambos os fármacos que interagem e a monitorização dos sinais e sintomas as mais frequentes com 69,05%.

CONCLUSÃO: Os resultados encontrados contribuem para o delineamento do perfil de risco relativo às interações medicamentosas potenciais em unidade de terapia intensiva e demonstra a necessidade de atuação do farmacêutico clínico nesta área, a fim de contribuir com a equipe multiprofissional na redução de riscos provenientes da terapia medicamentosa.

 Rev. Bras. Farm. Hosp. Serv. Saúde São Paulo v.5 n.4 19-24 out./dez. 2014

29 de fevereiro de 2016

Monitorização das Interações Medicamentosas no Pós-Transplante Renal: Estratégia para a Segurança da Farmacoterapia

Lívia Romão Belarmino; Eugenie Desirèe Rabelo Néri; Ângela Maria Pita Tavares de Luna; Bruna Cristina Cardoso Martins; Thalita Rodrigues de Souza; Adriano Monteiro da Silva; Liana Silveira Adriano; Lívia Falcão Lima.

Hospital Universitario Walter Cantídio / CE

A farmacoterapia no pós-transplante renal é composta por medicamentos utilizados para imunossupressão, infecções oportunistas e outras complicações. As interações medicamentosas podem comprometer a eficácia do tratamento ou a segurança do paciente, a atuação do farmacêutico clínico se faz imprescindível no monitoramento da terapêutica. O estudo objetivou descrever a análise das interações medicamentosas potenciais (IMP) nas prescrições de pacientes internados na unidade de pós-transplante renal de um Hospital Universitário. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, foram avaliadas pelos farmacêuticos clínicos as prescrições de pacientes no pós-transplante renal internados no Hospital Universitário Walter Cantídio em Fortaleza-CE, no período de maio a junho/2013, sendo composta de uma amostra por conveniência. A avaliação da gravidade e o manejo clínico das interações foram realizados no MICROMEDEX® e a análise dos dados no Epi Info® v3.5.1. No período do estudo foram analisadas 20 prescrições de pacientes diferentes, 80% (n=16) tinham prescritos na faixa de 12–18 medicamentos, sendo encontradas 135 IMP, 45% (n=9) das prescrições possuíam na faixa de 3–6 IMP. Classificando-se pela gravidade: 0,7% (n=1) era contraindicada; 33% (n=47) grave; 54,4% (n=74) moderada; 9,6% (n=13) leve. As interações mais frequentes foram: omeprazol e tacrolimus (12%; n=16); dipirona e tacrolimus (9,6%; n=13). O manejo clínico mais recomendado foi o monitoramento da nefrotoxicidade através da creatinina sérica, ureia e taxa de filtração glomerular. Conclui-se que, a avaliação das IMP realizadas pelo farmacêutico da terapia instituída, no pós-transplante, pode garantir uma terapia segura e resultados clínicos favoráveis ao evitar a toxicidade e a inefetividade do tratamento.

20 de janeiro de 2016

Polifarmácia: interações medicamentosas em pacientes idosos hospitalizados.

Vanessa da Silva Cuentro - Hospital Nossa Senhora de Guadalupe / PA; Marcieni Ataíde de Andrade - Universidade Federal do Pará / PA; Zonete Luz de Moraes - Hospital Universitário João de Barros Barreto / PA; Sebastiana Lima Guerreiro - Hospital Universitário João de Barros Barreto / PA; Daniele Luz de Moraes - Universidade Federal do Pará / PA; Antony Charles dos Santos Quaresma - Faculdade Integrada Brasil Amazônia / PA; Vivian Monique Luz de Jesus - Faculdade Integrada Brasil Amazônia / PA

Introdução: a polifarmácia consiste em um dos principais fatores de risco para ocorrência de interações medicamentosas e reações adversas a medicamentos. Objetivo: investigar interações medicamentosas (IM) potenciais nas clínicas de um hospital universitário do Pará. Método: Trata-se de um estudo descritivo exploratório de corte transversal, com abordagem quantitativa. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa do hospital, obtendo-se parecer favorável. Os dados foram obtidos a partir de consulta ao prontuário dos pacientes idosos com idade igual ou maior a 60 anos hospitalizados no período de 01/2012 a 01/2013. A análise dos resultados foi realizada com o auxilio do programa Epi Info 3.5.1, utilizando-se estatística descritiva. Resultados: dos 63 pacientes do estudo, 67,7% apresentaram 188 potenciais IMs, uma média de 4,2 por paciente idoso. A maior parte delas possuía gravidade moderada (76%). Houve associação estatisticamente significativa entre o número de medicamentos e a ocorrência de IM. Quanto à classificação das IMs, 57,1% apresentaram perfil farmacocinético. O manejo clínico mais frequente foi “observar sinais e sintomas”, no que concerne à monitorização, a pressão arterial correspondeu a 24,5% das estratégias sugeridas para monitorar as interações detectadas nas prescrições. Os medicamentos mais envolvidos nas interações fazem parte do sistema cardiovascular (42,5%). Conclusões: o organismo do idoso é frágil e a prevalência de interações entre fármacos pode comprometer a segurança deste. Por este motivo, torna-se imprescindível a presença do farmacêutico clínico para realizar monitoração da politerapia medicamentosa e realizar intervenções para evitar os efeitos indesejáveis das IMs.

Anais Congresso de Farmácia Hospitalar: IX Brasileiro e II Sulamericano - 2013