17 de outubro de 2017

Incompatibilidade na administração de medicamentos injetáveis no CTI de um hospital universitário: relato de caso

Luiz Filgueira de Melo Neto1, Gilberto Barcelos Souza1, Nayara Fernandes Paes1, Bruna Figueiredo Martins2, Amanda Castro Domingues da Silva2, Rachel Nunes Ornellas1, Mauricio Lauro de Oliveira Júnior1, Luiz Stanislau Nunes Chini2, Mariana Souza Rocha1, Águeda Cabral de Souza Pereira1 & Márcia de Souza Antunes1.

1Hospital Universitário Antônio Pedro, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; 2Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: farmácia@huap.uff.br

Introdução: A administração dos medicamentos aos pacientes internados em unidades de saúde é de responsabilidade da Enfermagem. Assim, é importante que, durante a terapia medicamentosa, esse profissional esteja atento a possíveis erros médicos, com o objetivo de minimizar os danos aos pacientes. Na Hematologia, devido à complexidade e à frequência dos procedimentos, a ocorrência de erros tende a ser maior.  

Objetivo: Identificar as possíveis incompatibilidades entre medicamentos injetáveis prescritos aos pacientes internados na Hematologia de um Hospital Universitário.

Metodologia: Relato de caso, em Setembro de 2017, com metodologia observacional das incompatibilidades nos medicamentos injetáveis prescritos, exceto, para as soluções de pequeno volume (SPPV) para reposição eletrolítica. Estudo utilizando a base de dados Micromedex Solutions® como referência. Projeto CAAE nº 65893617.3.0000.5243. 

Resultados: História Clínica: Paciente HSG, sexo masculino, 62 anos, portador de mediastinite, admitido em27/06/2017, devido a perfuração de esôfago por corpo estranho. Durante o período da internação foram administrados os seguintes medicamentos injetáveis para infusão continua ou intermitente: Omeprazol, Bromoprida, Fentanila, Midazolam, Piperacilina-Tazobactama, Vancomicina, Haloperidol e Dexmedetomidina. Através de consulta a base de dados citada, foram identificadas as seguintes incompatibilidade IV. Interação nº 1: Haloperidol x Vancomicina (em Soro Fisiológico); Interação nº 2: Haloperidol x Ondansetrona (em Cloreto de Sódio 0,9%); Interação nº 3: Haloperidol x Piperacilina; Interação nº 4: Midazolam x Omeprazol; Interação nº 5: Midazolam x Piperacilina; Interação nº 6: Omeprazol x Vancomicina; Interação nº 7: Fentanila x Haloperidol (em Cloreto de Sódio 0,9%); Interação nº 8: Haloperidol x Midazolam (em Cloreto de Sódio 0,9%). Das interações registradas, 50% ocorreram com medicamentos para administração em infusão contínua. O Haloperidol estava envolvido em 50% das incompatibilidades.

Conclusão: Pacientes internados em hospitais estão sujeitos a algum tipo de incompatibilidade medicamentosa durante a sua internação. Para a prevenção desse tipo de erro, o Farmacêutico deve implementar a busca ativa, tendo em vista que a existência de interações e incompatibilidades de medicamentos injetáveis é um risco permanente em hospitais.

Poster in: 9º Congresso Riopharma de Ciências Farmacêuticas. 21 a 22 de setembro de 2017. Rio de Janeiro. RJ. Brasil.

4 de setembro de 2017

Manual de Farmácia Clínica e Cuidado ao Paciente

  • Editora: Atheneu
  • Páginas: 312
  • Autor: Débora C.M.F. de Carvalho; Livia M.G. Barbosa;
  • Edição: 1
  • Acabamento: Brochura
  • Ano da publicação: 2017
  • Idioma: Português
  • Série/Coleção:
  • Assunto: Farmácia & Farmacologia
  • Formato: 28,0 x 21,0 x 2,0cm
A Dra Lívia é farmacêutica diplomada pela Universidade Federal Fluminense e atualmente exerce atividades clínicas no Hospital Sírio-Libanês.

18 de agosto de 2017

Dobutamina: Infusão em mL/hora para DOBUTamina 1.000 mcg/mL.


Descrição: cada ampola de 20 mL contém 250 mg de cloridrato de DOBUTamina. Cada 1 mL da solução contém 12,5 mg de DOBUTamina. Excipientes: bissulfito de sódio, água para injeção. Injeção com pH 2,5-5,5. Soluções podem apresentar uma cor rósea, o que indica leve oxidação da droga, mas sem perda da potência. Estocar em temperatura ambiente, não congelar e proteger da luz.



                                       Infusão em mL/hora para DOBUTamina 1.000 mcg/mL.

Peso paciente
30 kg
40 kg
50 kg
60 kg
70 kg
80 kg
90 kg
100 kg
Dose
mcg/kg/min
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
0,5
0,9
1,2
1,5
1,8
2,1
2,4
2,7
3
1
1,8
2,4
3
3,6
4,2
4,8
5,4
6
2,5
4,5
6
7,5
9
10,5
12
13,5
15
5
9
12
15
18
21
24
27
30
7,5
13,5
18
22,5
27
31,5
36
40,5
45
10
18
24
30
36
42
48
54
60
12,5
22,5
30
37,5
45
52,5
60
67,5
75
15
27
36
45
54
63
72
81
90
17,5
31,5
42
52,5
63
73,5
84
94,5
105
20
36
48
60
72
84
96
108
120

Diluente, volume final e tempo de infusão: soro glicosado 5%, soro fisiológico; soro glicosado 5% em cloreto de sódio 0,45%; lactato de sódio, soro glicosado 5% em soro fisiológico; soro glicosado 10%; ringer com lactato; soro glicosado 5% em ringer com lactato. Para aumentar o débito cardíaco se emprega uma dose de 2,5-10 mcg/kg/min. Recomenda-se iniciar com a dose menor (2,5 mcg/kg/min). Na concentração de 1 mg/mL em bolsa de 250 mL: infusão de 0,2 mg/min = 12 mL/h a máxima de 2 mg/min = 120 mL/h. Concentração não deve ultrapassar 5.000 mcg/mL (250 mg de DOBUTamina para 50 mL). Não aplicar via IM.

Referência: Souza GB. Manual de Drogas Injetáveis, 4ª ed. Editora Medfarma. São Paulo:2017.