28 de agosto de 2014

MEDICACIÓN HABITUAL DOMICILIARIA: DETECCIÓN Y PREVENCIÓN DE INTERACCIONES EN PACIENTES QUE INICIAN TRIPLE TERAPIA PARA LA HEPATITIS C

González Colominas E, Florit Sureda M, Pellicer Voltas R, Retamero Delgado A, Echevarría Esnal D, Carmona Yelo A.

Hospital del Mar. Barcelona. España.

OBJETIVOS: Detectar y prevenir las posibles interacciones con la medicación domiciliaria que puedan comprometer la eficacia y seguridad del tratamiento antiviral con los antivirales de acción directa (ADD) telaprevir (TVR) o boceprevir (BOC) en pacientes que inician tratamiento para la infección por virus de la hepatitis C (VHC).

MATERIAL Y MÉTODOS: Revisión prospectiva por parte del farmacéutico del equipo multidisciplinar de Hepatitis del tratamiento domiciliario, incluyendo aquellos productos naturales consumidos habitualmente con potencial de interaccionar (zumo de pomelo, hierba de San Juan) en pacientes candidatos a tratamiento triple para el VHC. Criterios de inclusión: pacientes genotipo 1 tratados entre mayo 2012 y abril 2013 con BOC o TVR. Criterios de exclusión: pacientes con co-infección por VIH así como pacientes incluidos en otros protocolos de estudio. Consulta de la historia clínica informatizada, la cual permite acceder a la información a nivel de Atención Primaria. Realización de una entrevista posterior con el paciente previo inicio del tratamiento antiviral para confirmar la información recogida. Detección y clasificación de las posibles interacciones entre BOC y TVR y los fármacos/ productos naturales, según bibliografía, en: moderadas (necesario ajuste de dosis o monitorización) o graves (necesario cambio de tratamiento domiciliario). Información al especialista de las interacciones detectadas así como el posible manejo mediante comunicación directa o anotación en el curso clínico del paciente. Registro posterior de las modificaciones realizadas por parte del especialista en la medicación domiciliaria antes de iniciar el tratamiento con BOC o TVR.

RESULTADOS: Se incluyeron 50 pacientes: 13 (26%) en tratamiento con BOC. Pacientes con tratamiento domiciliario concomitante: 36 (72%) de los cuales 18 (50%) presentaba al menos 1 interacción. Se detectaron 30 interacciones: 9 (30%) graves y 21 (70%) moderadas. Los fármacos más implicados fueron: inhibidores selectivos de la recaptación de serotonina: 5 (17%); dihidropiridinas: 4 (13,3%); estatinas: 3 (10%) y productos naturales: 3 (10%). Se realizaron 12 cambios en el tratamiento domiciliario en 11 (22%) pacientes: 8 por interacciones graves y 4 moderadas. No se realizaron ajustes de dosis en ningún caso.

CONCLUSIONES: La mayoría de los pacientes que inician tratamiento con inhibidores de la proteasa están en tratamiento domiciliario con algún fármaco. En nuestro estudio, más de un tercio presentaban alguna interacción y casi una cuarta parte requirieron la modificación del tratamiento. La revisión prospectiva de los tratamientos domiciliarios por el farmacéutico parece ser efectiva en la detección y prevención de las interacciones potenciales antes de iniciar el tratamiento del VHC con BOC o TVR.

26 de julho de 2014

PREVALÊNCIA DE INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS POTENCIAIS EM IDOSOS HOSPITALIZADOS

TÁCITA PIRES DE FIGUEIREDO - FACULDADE DE FARMÁCIA DA UFMG / MG
SORAYA COELHO COSTA - INSTITUTO JENNY DE ANDRADE FARIA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DO HC UFMG / MG
MARIZA DOS SANTOS CASTRO - FACULDADE DE FARMÁCIA DA UFMG / MG
ADRIANO MAX MOREIRA REIS - FACULDADE DE FARMÁCIA DA UFMG / MG

Introdução: As interações medicamentosas podem comprometer significativamente a segurança do paciente e aumentar os custos relacionados à assistência à saúde. Os idosos são um grupo de risco para interações medicamentosas e a polifarmacoterapia é um dos principais fatores de risco. É crescente a preocupação com os idosos hospitalizados, devido à gravidade do quadro clínico, às alterações da senescência e a um vasto regime terapêutico, empregando múltiplos medicamentos simultaneamente, que aumenta o risco de eventos adversos decorrentes de interações medicamentosas.

Objetivos: determinar a prevalência das interações medicamentosas em idosos hospitalizados e descrever as características dos idosos e da farmacoterapia.

Metodologia: estudo transversal, retrospectivo e descritivo. Realizado em um hospital público geral de ensino de Belo Horizonte, Minas Gerais. A unidade investigada foi a enfermaria da clínica médica. A amostragem foi não probabilística. Os critérios de inclusão foram pacientes com 60 anos ou mais, admitidos em 2010, com internação igual ou superior a cinco dias, que utilizassem pelo menos um medicamento e com prontuário disponível para pesquisa. Foram analisados prontuários de 237 pacientes neles foram verificados os aspectos clínicos, demográficos e farmacoterapia reeferentes a última internação. Os medicamentos utilizados foram analisados para identificação das IM potenciais utilizando o DRUG-REAX® System (Micromedex® Healthcare Series). Esse software apresenta sensibilidade e especificidade adequada para identificação de interações medicamentosas. Determinou-se o índice de co-morbidade de Charlson. Os dados obtidos foram digitados em banco de dados no EpiData e analisados no SPSS 17.0.

Resultados e Discussão: A faixa etária mais prevalente estava entre 60 a 69 anos, 95 (50,0 %), 50,6% eram homens. A média de medicamentos utlizados foi 14 (IQR 10-17). A média do índice de co-morbidade foi 4 (IQR 3 - 6). A prevalência de idosos com interações foi 208 (87,8%). Identificou - se 422 tipos de interações. Em relação a gravidade 176 (41,7%) eram graves. O mecanismo de ação farmacocinético foi identificado em 166 (39,3%) das interações e o metabolismo foi o principal processo farmacocinético determinante das interações. As interações mais frequentes foram ácido acetilsalicílico e heparina, captopril e furosemida, ácido acetilsalicílico e enoxaparina, ácido acetilsalicílico e clopidogrel e captopril e hidroclorotiazida.

Conclusão: As interações medicamentosas são um evento prevalente em idosos hospitalizados em virtude da complexidade da farmacoterapia e das múltiplas patologias, exigindo ações integradas da equipe de saúde para sua identificação e prevenção. O conhecimento das interações mais prevalentes contribui para as ações de seguimento farmacoterápico e preveni eventos adversos a medicamentos promovendo a segurança do paciente.

Referência: Anais do I Congresso Internacional sobre Segurança do Paciente ISMP Brasil - V Fórum Internacional sobre Segurança do Paciente: Erros de Medicação - 10,11 e 12 de abril de 2014 - Ouro Preto - MG

IMPORTÂNCIA DAS INTERVENÇÕES FARMACÊUTICAS NA MINIMIZAÇÃO DE ERROS DE MEDICAÇÃO

BRUNA SILVA FERNANDES DA COSTA - INCOR HCFMUSP / SP
MARIANA CAPPELLETTI GALANTE - INCOR HCFMUSP / SP
VALTER GARCIA SANTOS - INCOR HCFMUSP / SP
LUANA DUTRA PORTELA - INCOR HCFMSUP / SP
SONIA LUCENA CIPRIANO - INCOR HCFMUSP / SP

Introdução: Algumas características próprias da população interferem com o uso inadequado dos medicamentos, de modo que o farmacêutico deve intervir por meio de técnicas de ensino que promovam o uso correto e evitem problemas decorrentes do uso dos medicamentos. O conceito de intervenção farmacêutica é usado para denominar todas as ações da qual o farmacêutico participa ativamente, como o seguimento farmacoterapêutico dos pacientes e a avaliação dos desfechos clínicos. Com a intervenção do farmacêutico se pretende otimizar a prescrição minimizando o risco para o paciente, e aumentando, dessa forma, a qualidade assistencial e a segurança do paciente.

Objetivo: Qualificar e quantificar as intervenções farmacêuticas junto á equipe de saúde e pacientes.
Método: Trata-se de estudo prospectivo realizado de agosto á novembro de 2013 em uma Unidade de Internação de um Hospital Público de Grande Porte Especializado em Cardiopneumologia. Foram avaliadas 40 prescrições médicas das admissões e altas hospitalares quanto á dosagem e posologia, omissão na prescrição de medicamentos, prescrição de medicamentos previamente suspensos em decorrência de procedimentos a serem realizados ou intercorrências prévias, prescrição de medicamentos dos quais pacientes tem alergia, duplicação terapêutica, omissão de administração de medicamentos pela enfermagem e necessidade de orientação aos pacientes.

Resultados: A avaliação das prescrições durante a admissão e alta hospitalar dos pacientes internados originou 34 intervenções farmacêuticas, 23 realizadas na admissão hospitalar e 11 no momento da alta. Como resultado das intervenções obteve-se 11,76% (4) relativas a dosagem e posologia; 52,94% (18) a omissões de prescrições; 5,88% (2) a prescrição de medicamentos previamente suspensos devido a procedimentos; 2,94% (1) a prescrição de medicamentos contra-indicados ao paciente devido intercorrência prévia; 2,94% (1) a omissão de administração pela enfermagem; 5,88% (2) a prescrição de medicamentos dos quais paciente tem alergia; 2,94% (1) a prescrição com duplicação terapêutica e 14,71% (5) a orientações para o paciente.

Conclusão: As intervenções farmacêuticas foram conduzidas com o intuito de minimizar possíveis erros de medicação, além de esclarecer possíveis dúvidas dos profissionais de saúde em relação aos medicamentos. A aceitação das intervenções farmacêuticas por parte da equipe de saúde (82,35%) indica que o profissional farmacêutico pode fornecer subsídios ao prescritor promovendo o uso seguro de medicamentos além de ser um elemento-chave dentro da equipe de saúde para realizar o seguimento da farmacoterapia de pacientes internados.

Referência: Anais do I Congresso Internacional sobre Segurança do Paciente ISMP Brasil - V Fórum Internacional sobre Segurança do Paciente: Erros de Medicação - 10,11 e 12 de abril de 2014 - Ouro Preto - MG


15 de junho de 2014

DRUG AND FOOD INTERACTIONS: A FIELD FOR PHARMACEUTICAL CARE INTERVENTION

CAMILA DE ALBUQUERQUE MONTENEGRO, IARA LEÃO LUNA DE SOUZA, RODRIGO DE OLIVEIRA FORMIGA, KATY LÍSIAS GONDIM DIAS DE ALBUQUERQUE, NADJA DE AZEVÊDO CORREIA AND DIEGO NUNES GUEDES

Industrial Pharmacist, Master in Pharmacology and student of Pharmaceutical Care and Clinical Pharmacotherapy Specialization,  Pharmacist,  Pharmacy graduating student,  Pharmacists, PhD Professors from Physiology and Patology Departament/CCS/Federal University of Paraíba

Drug administration with food is recommended by the possibility of greater drug or nutrient absorption, reducing the irritant effect of certain active substances in the gastrointestinal mucosa and assisting in adherence of therapy, being related to administration of a drug in the main meals.

However, such interaction might not be benefic, being crucial to suspend the intake of some nutrients during the treatment. Drugs, including antibiotics, antacids and laxatives may affect the nutrients absorption, and in some cases might constitute a Drug Related Problems (DRP) that occasionally generates a Negative Outcomes Associated with Medication (NOM).

In this way appears clinical pharmacist who together with other health professionals, interferes rationally in this occurrence pharmaceutical, resolving and preventing problem or even the co-morbidities appearance related to irrational use of medicines.

This study aimed to explore the interactions between drugs and food, their mechanisms, effects on organisms and risks for patients, through a literature review, using periodicals, journals and specialized books providing a critical analysis of these problematic, updating pharmacists and other health professionals.

Results were expressed on a table where it is presented the drugs, nutrients, mechanisms and effects of these associations. To illustrate, diazepam and high-fat nutrients administration can generate an interaction, because of renal drug excretion decreased, making the substance stays longer in the body, which enhances the effect of it, leading the user to intoxication.

An alkaline diet enhances the excretion of non-anti-inflammatory drugs (NSAIDs) causes an increase in urine pH and ionization of NSAIDs, resulting in a reduction of tubular drug reabsorption. Thus, we conclude that it is essential prior knowledge of these types of associations and guidance provided by a multidisciplinary team, in which clinical pharmacists excel to solve and prevent DRPs, NOMs, avoiding damage to treatment and/or nutritional individual’s status.

Rev.Bras. Farm. – 94 (4); 2013

18 de abril de 2014

CYTOTOXIC DRUGS WITH THE POTENTIAL TO PROLONG THE QT INTERVAL

M Morgado, L Lemos, R Oliveira, S Morgado.

Hospital Centre of Cova da Beira, Pharmaceutical Services, Covilhã, Portugal; University of Beira Interior, Health Sciences Faculty, Covilhã, Portugal

Background Regulation No. 173/CD/8.1.7. from the Portuguese Authority of Medicines and Health Products (INFARMED), issued on 2 August 2012 and titled ‘Ondansetron – dose constraint for injectable drugs’, recommends that ‘care must be taken when administering this antiemetic associated with other drugs that prolong the QT interval, namely several cytotoxic agents’. To effectively implement this recommendation, it was thought advisable to point out, in the computerised hospital drug database, all cytotoxic drugs that prolong the QT interval.

Purpose To review all cytotoxic drugs available in the Portuguese pharmaceutical market to identify those with the potential to prolong the QT interval, in order to allow hospital pharmacists to quickly and effi ciently implement the above-mentioned recommendation.

Materials and Methods Literature review based upon all summaries of product characteristics (SPCs) of cytotoxic drugs available in Portugal and 48 literature sources from PubMed, found by intersecting the terms ‘cytotoxic-induced prolongation of the QT interval’, ‘antineoplastic-induced prolongation of the QT interval’ and ‘druginduced prolongation of the QT interval’ and using the time limit interval from January/2003 to September/2012.

Results A total of 58 cytotoxic agents currently available in Portugal were investigated. Agents with the potential to prolong the QT interval are: arsenic trioxide, capecitabine, dasatinib, doxorubicin, epirubicin, eribulin, gefi tinib, lapatinib, nilotinib, sorafenib, sunitinib and vandetanib. Substantial evidence supports the conclusion that arsenic trioxide and vandetanib have a risk of torsades de pointes (TdP) when used as directed in SPC. Regarding eribulin, lapatinib, nilotinib and sunitinib, there is insuffi cient evidence that they may cause TdP when used as directed in the SPC. Note that the hormone antagonists bicalutamide and tamoxifen also have the potential to prolong the QT interval.

Conclusions The database produced is a valuable tool to Portuguese hospital pharmacists who dispense cytotoxic drugs, contributing to the implementation of one of the recommendations of
the above-mentioned regulation.

Reference Eur J Hosp Pharm 2013;20(Suppl 1):A1–A238

30 de março de 2014


1ª Ed. 2014 Editora Medfarma
ISBN 9788589248136
Nº de págs.: 962
Capa flexível
Formato: 16 x 23 cm

    Manual de Medicamentos Citostáticos é um livro com todos os fundamentos necessários para uso pela Equipe Multiprofissional que atuam em Unidades ou Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON), que apresenta informações sobre medicamentos citostáticos para todos os estudantes e profissionais da área de saúde, com o objetivo de complementar uma abordagem multiprofissional ao paciente oncológico. Livro contendo 184 medicamentos e com os seguintes capítulos: glossário farmacêutico, glossário de oncologia, lista de abreviaturas e siglas, tabela geral de diluição, manipulação de drogas citostáticas, PGRSS com pictogramas e símbolos de identificação de grupos de resíduos, medicamentos com resumo das toxicidades e as monografias dos medicamentos. Neste sentido, o livro aborda as seguintes informações:  nome genérico do produto,  nomes comerciais, sinonímia e outras denominações, forma farmacêutica, categoria terapêutica, farmacocinética, posologia, reações adversas, regimes especiais de posologia, alertas de administração, precauções, interações medicamentosas, condutas na superdose, medidas após a contaminação acidental, protocolo para extravasamento, biossegurança ocupacional, normas internacionais de transporte do produto, PGRSS, estabilidade da solução reconstituída no frasco de vidro, concentração após reconstituição no frasco de vidro,  vias e formas de administração, diluentes, volume final e tempo de infusão, compatibilidade com as soluções e com os equipamentos,  incompatibilidade com as soluções e com os equipamentos, estabilidade em seringa plástica, estabilidade em bolsa plástica de PVC, poliolefina, PEBD e de EVA. Considero este livro uma futura publicação multiprofissional indispensável para todos os profissionais da área de saúde, que necessitam de informações atualizadas e precisas, abordando de maneira clara, simples e objetiva os estudos, principalmente, sobre protocolos para extravasamento, em condutas na superdose e na contaminação acidental, normas do PGRSS, assim como a diluição, compatibilidade e estabilidade de medicamentos citostáticos.