31 de março de 2016

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS POTENCIAIS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO DE UM HOSPITAL PÚBLICO ESTADUAL

Ana Helena da Silva Gimenes, Márcia Maria Ferreira Baroni, Paula Juliani Nascimento Rodrigues
 
Hospital Regional de Mato Grosso do Sul & Universidade Anhanguera-UNIDERP

OBJETIVO: Identificar as interações medicamentosas potenciais em unidade de terapia intensiva adulto de um hospital público estadual.

MÉTODOS: Estudo analítico, retrospectivo, observacional e transversal realizado em unidade de terapia intensiva adulto. Os fármacos prescritos foram coletados das prescrições médicas para análise da ocorrência de interações medicamentosas potenciais e classificação, empregando-se o banco de dados Micromedex® DrugReax®.

RESULTADOS: Foram analisadas 289 prescrições médicas e destas 65,40% apresentaram alguma interação medicamentosa potencial. Estas foram classificadas conforme a gravidade em: contra-indicado 8 (0,97%), grave 412 (50,25%), moderado 347 (42,32%) e menor 53 (6,46%). Além da gravidade, foram caracterizadas conforme a documentação disponível. As interações medicamentosas potenciais foram caracterizadas quanto ao risco a elas envolvidos, sendo a cardiotoxicidade e os problemas relacionados ao sistema nervoso central 57,3 % dos 948 riscos identificados. Foram caracterizadas ainda as estratégias de manejo e monitorização para cada interação medicamentosa potencial identificada, sendo o ajuste de dose de um ou ambos os fármacos que interagem e a monitorização dos sinais e sintomas as mais frequentes com 69,05%.

CONCLUSÃO: Os resultados encontrados contribuem para o delineamento do perfil de risco relativo às interações medicamentosas potenciais em unidade de terapia intensiva e demonstra a necessidade de atuação do farmacêutico clínico nesta área, a fim de contribuir com a equipe multiprofissional na redução de riscos provenientes da terapia medicamentosa.

 Rev. Bras. Farm. Hosp. Serv. Saúde São Paulo v.5 n.4 19-24 out./dez. 2014

29 de fevereiro de 2016

Monitorização das Interações Medicamentosas no Pós-Transplante Renal: Estratégia para a Segurança da Farmacoterapia

Lívia Romão Belarmino; Eugenie Desirèe Rabelo Néri; Ângela Maria Pita Tavares de Luna; Bruna Cristina Cardoso Martins; Thalita Rodrigues de Souza; Adriano Monteiro da Silva; Liana Silveira Adriano; Lívia Falcão Lima.

Hospital Universitario Walter Cantídio / CE

A farmacoterapia no pós-transplante renal é composta por medicamentos utilizados para imunossupressão, infecções oportunistas e outras complicações. As interações medicamentosas podem comprometer a eficácia do tratamento ou a segurança do paciente, a atuação do farmacêutico clínico se faz imprescindível no monitoramento da terapêutica. O estudo objetivou descrever a análise das interações medicamentosas potenciais (IMP) nas prescrições de pacientes internados na unidade de pós-transplante renal de um Hospital Universitário. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, foram avaliadas pelos farmacêuticos clínicos as prescrições de pacientes no pós-transplante renal internados no Hospital Universitário Walter Cantídio em Fortaleza-CE, no período de maio a junho/2013, sendo composta de uma amostra por conveniência. A avaliação da gravidade e o manejo clínico das interações foram realizados no MICROMEDEX® e a análise dos dados no Epi Info® v3.5.1. No período do estudo foram analisadas 20 prescrições de pacientes diferentes, 80% (n=16) tinham prescritos na faixa de 12–18 medicamentos, sendo encontradas 135 IMP, 45% (n=9) das prescrições possuíam na faixa de 3–6 IMP. Classificando-se pela gravidade: 0,7% (n=1) era contraindicada; 33% (n=47) grave; 54,4% (n=74) moderada; 9,6% (n=13) leve. As interações mais frequentes foram: omeprazol e tacrolimus (12%; n=16); dipirona e tacrolimus (9,6%; n=13). O manejo clínico mais recomendado foi o monitoramento da nefrotoxicidade através da creatinina sérica, ureia e taxa de filtração glomerular. Conclui-se que, a avaliação das IMP realizadas pelo farmacêutico da terapia instituída, no pós-transplante, pode garantir uma terapia segura e resultados clínicos favoráveis ao evitar a toxicidade e a inefetividade do tratamento.

20 de janeiro de 2016

Polifarmácia: interações medicamentosas em pacientes idosos hospitalizados.

Vanessa da Silva Cuentro - Hospital Nossa Senhora de Guadalupe / PA; Marcieni Ataíde de Andrade - Universidade Federal do Pará / PA; Zonete Luz de Moraes - Hospital Universitário João de Barros Barreto / PA; Sebastiana Lima Guerreiro - Hospital Universitário João de Barros Barreto / PA; Daniele Luz de Moraes - Universidade Federal do Pará / PA; Antony Charles dos Santos Quaresma - Faculdade Integrada Brasil Amazônia / PA; Vivian Monique Luz de Jesus - Faculdade Integrada Brasil Amazônia / PA

Introdução: a polifarmácia consiste em um dos principais fatores de risco para ocorrência de interações medicamentosas e reações adversas a medicamentos. Objetivo: investigar interações medicamentosas (IM) potenciais nas clínicas de um hospital universitário do Pará. Método: Trata-se de um estudo descritivo exploratório de corte transversal, com abordagem quantitativa. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa do hospital, obtendo-se parecer favorável. Os dados foram obtidos a partir de consulta ao prontuário dos pacientes idosos com idade igual ou maior a 60 anos hospitalizados no período de 01/2012 a 01/2013. A análise dos resultados foi realizada com o auxilio do programa Epi Info 3.5.1, utilizando-se estatística descritiva. Resultados: dos 63 pacientes do estudo, 67,7% apresentaram 188 potenciais IMs, uma média de 4,2 por paciente idoso. A maior parte delas possuía gravidade moderada (76%). Houve associação estatisticamente significativa entre o número de medicamentos e a ocorrência de IM. Quanto à classificação das IMs, 57,1% apresentaram perfil farmacocinético. O manejo clínico mais frequente foi “observar sinais e sintomas”, no que concerne à monitorização, a pressão arterial correspondeu a 24,5% das estratégias sugeridas para monitorar as interações detectadas nas prescrições. Os medicamentos mais envolvidos nas interações fazem parte do sistema cardiovascular (42,5%). Conclusões: o organismo do idoso é frágil e a prevalência de interações entre fármacos pode comprometer a segurança deste. Por este motivo, torna-se imprescindível a presença do farmacêutico clínico para realizar monitoração da politerapia medicamentosa e realizar intervenções para evitar os efeitos indesejáveis das IMs.

Anais Congresso de Farmácia Hospitalar: IX Brasileiro e II Sulamericano - 2013

31 de dezembro de 2015

DRUG-DRUG INTERACTIONS IN FLUOROPYRIMIDINES-BASED REGIMENS USED IN COLORECTAL CANCER TREATMENT

1P Cavaco*, 1AS Santos, 2C Cortés, 1C Lopes, 1B Madureira, 1E Viegas, 1F Falcão.
1S. Francisco Xavier Hospital, Pharmacy, Lisbon, Portugal; 2 Valencia University, Valencia University, Valencia, Portugal


Background Drug interactions in oncology are of particular importance due to the narrow therapeutic range and inherent toxicity. The incidence of interactions increases when patients are polymedicated, which is very common in cancer patients as they often have other co-morbidities.

Purpose To identify potential drug–drug interactions in patients with colorectal cancer treated with fluoropyrimidines-based regimens and concomitant treatment.

Material and methods Retrospective study to evaluate drug interactions in patients with colorectal cancer who started chemotherapy between January and March 2014, in a central hospital, and who were also prescribed other drugs. Interactions were screened using the Lexi-Interact database between chemotherapy regimens including FOLFOX4, mFOLFOX6, FOLFIRI, capecitabine and fluorouracil continuous infusion, supportive treatment for prevention of emesis (dexamethasone, ondansetron) and other prescribed treatment.

Results Of the patients who started fluoropyrimidines-based chemotherapy, 29 were also prescribed other drugs, the majority cardiovascular and Central Nervous System drugs. Of the 108 drugs prescribed, 20 interacted with the chemotherapeutic regimen, and accounted for 34 interactions, with an average of 1.2 interactions per prescription. According to the Lexi-Interact database 10 had risk rating C and required monitoring of side effects; 23 had risk rating D and were recommended for treatment modification or aggressive monitoring; 1 had risk rating X which required avoidance of the combination. The drugs included in the chemotherapy regimens with the highest number of interactions were dexamethasone (n = 20) and fluorouracil (n = 8).

Conclusion The screening of drugs for the treatment of co-morbidities was based on electronic medical records hence OTC drugs and dietary supplements were not included in this study. The identification of these drug interactions enables their inclusion in the prescription program, allowing alerts to be issued at the time of prescription.

REFERENCE
1 Crul M, Yap KD, Terpstra WE. Frequent interactions between chemotherapy and community-dispensed drugs in a continuous screening programme. Eur J Hosp Pharm 2012;19:171.

27 de novembro de 2015

INTERVENTIONS TO ADDRESS RISK OF DRUG-INDUCED HYPOKALEMIA IN HOSPITALISED PATIENTS

1M Ulgey*, 2J Kelly, 1E Guner, 1D Turktas, 1F Karaoglu, 1B Sanliturk, 1A Bugdayci, 3A Sahin.

1Konya Numune Hospital, Pharmacy, Konya, Turkey; 2Mayo General Hospital, Pharmacy, County Mayo, UK; 3Ankara Numune Education and Research Hospital, Pharmacy,
Ankara, Turkey

Background Certain drug combinations preferred for the patients being treated in the chest diseases ward may lead to hypokalaemia (e.g. concurrent use of corticosteroids, diuretics and xanthenes with beta agonists) and thus may result in dangerous cardiac arrhythmias.

Purpose To reduce the risk of arrhythmia for patients thought to be in need of pharmacist interventions due to particular drug combinations in their received treatments.

Material and methods The hospital computer system was used by pharmacists to check patients’ e-charts daily. Drug combinations expected to result in hypokalaemia were detected from recent literature data. Patient files located in the wards were accessed to monitor the potassium levels.

Results 220 patient charts were examined during a 2-month period. Drug interactions associated with hypokalaemia were observed in 92 charts. Combinations of methylprednisolone sodium succinate, furosemide and theophylline with salbutamol were those most frequently observed to be of concern. Inclusive of additional laboratory tests requested for 12 patients, the number of patients observed with a decreasing level of potassium was 32 in total. Consequent to discussion with physicians, treatment was modified for 8 patients and pharmacists continued to monitor potassium levels for 24 patients.

Conclusion Hospitalised patients are frequently prescribed drug combinations that may result in hypokalaemia. Pharmacists’ collaboration with physicians and involvement in the care of these
patients can lead to better outcomes.

Eur J Hosp Pharm 2015;22(Suppl 1):A1–A230